Advogado previdenciário em Ji-Paraná: INSS e aposentadoria
O INSS negou, cortou ou pagou menos do que devia? O escritório cuida de pedidos, recursos e processos de aposentadoria, auxílio, BPC/LOAS, pensão por morte e salário-maternidade. Atendimento em Ji-Paraná e online.
A primeira carta do INSS não é a última palavra. Ainda dá para recorrer ou entrar na Justiça.
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O INSS negou ou cortou seu benefício?
A carta do INSS quase sempre diz o motivo. Pode ser falta de contribuições, tempo demais sem contribuir, perícia contrária ou um documento que não foi aceito. Você pode recorrer no próprio INSS, fazer novo pedido com as provas que faltaram ou entrar na Justiça Federal. O caminho certo depende do motivo e do tempo que já passou.
O que ajuda levar
Carta do INSS que negou ou cortou o benefício
Número do benefício ou do pedido
Laudos, carteira de trabalho e outras provas que você já mostrou ao INSS
Depois da Reforma da Previdência de 2019, a aposentadoria de quem trabalha na cidade passou a exigir idade mínima. Em regra, são 62 anos para a mulher e 65 para o homem. Quem já pagava o INSS antes da reforma pode ter uma regra de transição mais vantajosa. Quem trabalhou exposto a barulho alto, produtos químicos, vírus ou bactérias pode ter direito à aposentadoria especial. O tempo especial trabalhado até 13/11/2019 também pode virar tempo comum, com um acréscimo.
O que ajuda levar
Extrato do CNIS (o extrato das suas contribuições, que você baixa no Meu INSS)
Carteiras de trabalho, inclusive as antigas
PPP (papel da empresa sobre o ambiente de trabalho) ou laudos, se trabalhou em lugar que faz mal à saúde
O trabalhador rural pode se aposentar por idade mais cedo: a mulher aos 55 anos e o homem aos 60. Isso vale também para quem trabalha com a família no sítio ou na pesca artesanal. É preciso provar 15 anos de trabalho rural. O INSS costuma negar por falta de documento no seu nome ou por algum emprego na cidade no meio do caminho. Documentos da família, notas de produtor e testemunhas podem completar a prova, no INSS ou na Justiça.
O que ajuda levar
Notas fiscais ou bloco de produtor rural
Documentos da terra, como escritura, contrato de arrendamento (aluguel da terra), ITR ou CCIR
Certidão de casamento ou de nascimento dos filhos onde aparece a profissão de lavrador
O auxílio por incapacidade temporária, o antigo auxílio-doença, é pago enquanto você não consegue trabalhar. Se o problema é definitivo e não dá para voltar a nenhum trabalho, o pedido é de aposentadoria por incapacidade permanente. Se a perícia do INSS foi contra, na Justiça um perito escolhido pelo juiz faz uma nova avaliação.
O que ajuda levar
Laudos e atestados médicos com o CID (o código da doença)
Ficou com sequela de acidente e voltou a trabalhar com limitação?
Se a sequela diminuiu sua capacidade para o trabalho que você fazia, pode haver direito ao auxílio-acidente. É um valor mensal que funciona como indenização e pode ser recebido junto com o salário. Vale para qualquer tipo de acidente, inclusive de trânsito. Em regra, têm direito o empregado com carteira, o doméstico e o trabalhador avulso (contratado por sindicato ou órgão gestor, como no porto). Também tem direito o segurado especial, que trabalha com a família na roça ou na pesca artesanal.
O que ajuda levar
Boletim de ocorrência ou CAT (comunicação de acidente de trabalho), se houver
Idoso ou pessoa com deficiência, sem renda para se manter?
O BPC/LOAS (benefício da assistência social) paga um salário mínimo por mês. Ele é para o idoso com 65 anos ou mais e para a pessoa com deficiência de qualquer idade. A família precisa ter renda baixa. A lei fala em renda de até um quarto do salário mínimo por pessoa da casa. Mas gastos com remédio, tratamento e outras provas da situação também podem contar. Não precisa ter pago o INSS. O CadÚnico (o cadastro dos programas sociais, feito no CRAS) precisa estar atualizado.
Perdeu o marido, a esposa, o companheiro ou um dos pais?
A pensão por morte é paga à família (os dependentes) de quem estava coberto pelo INSS ou já era aposentado. O INSS costuma negar por falta de prova da união estável. Ou por achar que o falecido não estava mais coberto pelo INSS. Em regra, se o pedido for feito em até 90 dias da morte, a pensão é paga desde a data da morte. Para filho menor de 16 anos, esse prazo é de 180 dias.
O que ajuda levar
Certidão de óbito
Certidão de casamento ou provas da união estável, como conta conjunta, mesmo endereço e filhos em comum
Carteira de trabalho, CNIS ou número do benefício de quem faleceu
Teve bebê ou adotou e o INSS negou o salário-maternidade?
O salário-maternidade não é só para quem tem carteira assinada. A trabalhadora rural, a MEI e a autônoma também podem ter direito. A desempregada também pode, se ainda estiver no período de graça (o tempo em que segue coberta pelo INSS mesmo sem pagar). O INSS costuma negar por falta de prova do trabalho rural. Ou por achar que a mãe não estava mais coberta pelo INSS. Os dois motivos podem ser discutidos.
O que ajuda levar
Certidão de nascimento ou termo de adoção
Carteira de trabalho ou comprovantes de pagamento ao INSS como MEI ou autônoma
Escolha o que aconteceu e a data. A conta mostra até quando, em regra, dá para agir.
Use a data do fato, da carta do INSS ou do último dia de trabalho, conforme o caso.
São os prazos gerais da lei, para você se orientar. Em alguns casos o prazo para, recomeça ou é contado de outro jeito. Antes de decidir, confirme com um advogado.
Como eu trabalho
O que você pode esperar
Atendimento direto com o advogado João Miranda, OAB/RO 15.026.
Conferimos seu CNIS emprego por emprego
Antes de qualquer pedido, comparamos o CNIS (o extrato do INSS) com suas carteiras e carnês. É assim que aparecem emprego faltando, salário errado e tempo de roça que não foi lançado.
Lemos o processo do INSS inteiro
A negativa do INSS mostra o que faltou. Pedimos a cópia do processo pelo Meu INSS e fazemos o recurso ou a ação em cima desse motivo.
Preparamos você para a perícia e a audiência
Explicamos como é a perícia e quais laudos levar. Nos casos de roça, ajudamos a ver quem pode ser testemunha do seu trabalho.
Primeira conversa
O que separar antes de falar comigo
Não precisa ter tudo. Marque o que você já tem e a lista vai junto na mensagem.
Em regra, sim. A Justiça exige que o INSS tenha negado o pedido ou demorado demais para responder. Na revisão, ou quando o INSS cortou um benefício, nem sempre é preciso fazer novo pedido.
Recorro no INSS ou entro direto na Justiça?
Depende do motivo da negativa. Se faltou um documento que você tem, o recurso ou um novo pedido pode resolver. Se o INSS não aceita a prova ou a perícia foi contra, a Justiça costuma ser o caminho. Lá o juiz pode mandar fazer nova perícia ou marcar audiência.
O BPC/LOAS paga 13º e deixa pensão para a família?
Não. O BPC é um benefício da assistência social: não tem 13º e não deixa pensão por morte. Quem já pagou o INSS deve ver antes se tem direito a aposentadoria ou auxílio. Esses pagam 13º e podem deixar pensão.
Minha aposentadoria veio baixa. Dá para revisar?
Às vezes, sim. Os erros mais comuns são salários que ficaram fora da conta, tempo especial ou de roça que não foi contado e empregos faltando no CNIS. Em regra, o prazo para pedir a revisão é de 10 anos. A carta de concessão (a carta do INSS que aprovou a aposentadoria) mostra se há algo a corrigir.
Quanto tempo demora um processo contra o INSS?
Não dá para saber com certeza. Depende da vara, de ter perícia ou audiência e de haver recurso. Entrar com os documentos completos desde o começo evita pedidos de complemento no meio do processo.
Moro longe de Ji-Paraná. Posso ser atendido?
Sim. O atendimento pode ser online, com envio de documentos pelo WhatsApp. Os processos contra o INSS correm pela internet, na Justiça Federal.